É BOM FICAR ALERTA...
- AG Odontologia Especializada

- 13 de nov. de 2018
- 2 min de leitura

Respirar pela boca é um hábito que pode ser adquirido desde a infância. O problema é que não usar o nariz para inspirar e expirar pode comprometer a saúde oral e geral de uma pessoa.
O tratamento para a respiração bucal melhora significativamente a qualidade de vida do paciente e seu comportamento, sua autoestima, seu nível de energia e até mesmo o desempenho escolar.Para fazer o diagnóstico correto, o recomendado é trabalhar com um time de especialistas – o otorrinolaringologista, o odontopediatra e o fonoaudiólogo.
É importante reparar se a criança tem alguma dificuldade em permanecer com os lábios fechados, se emite sons pelo nariz enquanto dorme, ou, ainda, se dorme com a boquinha aberta.
A função respiratória normal se faz por via nasal, pois é através do nariz que ocorrem três importantes funções:
· umidificação
· aquecimento do ar inspirado
· proteção das vias aéreas.
Quando se constata obstrução nasal, por alguma alteração orgânica, como hipertrofia das adenóides e de amígdalas, desvio de septo, alergias, rinite, sinusite e bronquite, e a respiração apresenta-se mista ou predominantemente bucal.
A respiração bucal, frequentemente, é vista como um fato simples, mas que, a médio ou a longo prazo, poderá acarretar prejuízos, muitas vezes irrecuperáveis, como alterações faciais (musculares e ósseas), principalmente durante a fase de crescimento e alterações do tórax e de postura.
Quando uma criança não pode utilizar a via respiratória nasal, é observado a hipofunção dos músculos elevadores da mandíbula (a criança fica com a boca aberta), lábio superior curto e retraído, face longa, hipotonia dos órgãos fonoarticulatórios (tonus diminuído das bochechas, lábios e língua) e inadequação das posturas orais, acarretando vários problemas como má deglutição, troca de fonemas na fala (troca de letras), alterações odontológicas como palato ogival (céu da boca profundo e estreito), estreitamento maxilar alterações da oclusão dentária.
Caso você perceba que seu filho respira mais pela boca e as crises respiratórias são recorrentes, é necessário um acompanhamento mais cuidadoso tanto por parte de um médico, quanto de um cirurgião-dentista já que isto poderá comprometer o desenvolvimento de importantes estruturas ósseas da face e das arcadas dentárias.



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